Entre os dias 13 e 17 de fevereiro, a ARACÊ realizou o 18º Encontro de Voluntariado – EVOLUA, reunindo 29 participantes em uma programação intensa de imersão, debates estratégicos, decisões institucionais e celebração do Jubileu de Prata da instituição. O evento consolidou-se como marco de amadurecimento grupal, qualificação da gestão e fortalecimento da identidade institucional.
Imersão laboratorial: 17 experimentos e aprofundamento técnico
A programação teve início com uma imersão e debate laboratorial no primeiro dia, quando foram realizados 17 experimentos. A proposta favoreceu a auto e heteropesquisa, ampliando a lucidez quanto ao momento evolutivo do voluntariado e à responsabilidade grupal. Os debates decorrentes dessa etapa proporcionaram alinhamentos verponológicos, reflexões maduras e maior integração entre os participantes.
“Fiz experimento no Laboratório de Imobilidade Física Vígil. Olhei mais para dentro de mim, buscando descobrir como posso contribuir mais com o grupo” (Rosemere Marim).
“Realizei experimentos nos Laboratórios de Grupocarmologia e Autovivenciograma. Refleti sobre este momento grupal de fechamento de ciclo e abertura de novos” (Handrea Pellenz).
“Meu experimento foi no Laboratório de Autopensenologia. Lá pensei bastante sobre a chegada de novos intermissivistas” (Antonio Berbigier).
Oficina de PDI – Plano de Desenvolvimento Individual e protagonismo do voluntário
Um dos destaques foi a Oficina de PDI – Plano de Desenvolvimento Individual do Voluntário, coordenada pelos docentes Karina Borges e Hércules Tchechel. A atividade promoveu diagnóstico do momento evolutivo de cada um no voluntariado, definição de metas e planejamento estratégico pessoal alinhado às demandas institucionais. A oficina reforçou o protagonismo, a autorresponsabilidade e a interdependência madura dentro da maxiproéxis grupal.
Gestão avançada e reestruturação institucional
O encontro contou com Roda de Planejamento Institucional e debates sobre as demandas de cada setor, além de reflexões sobre tipos de gestão e modelos vanguardistas de grupalidade. Durante as plenárias de debate, os voluntários assistiram coletivamente à aula online da professora Tenile Vicenzi, voluntária da UNICIN, sobre modelos avançados de gestão, seguida de debates aplicados à realidade da ARACÊ.
Outro momento decisivo foi o debate e a reforma do Estatuto Social, incorporando sugestões do CIAJUC. As discussões ocorreram em clima de maturidade e consensualidade, priorizando o consentimento em vez da unanimidade, fortalecendo a base jurídica e organizacional da instituição.
Assembleia Geral e novo Colegiado Gestor
Na Assembleia Geral Ordinária (AGO), houve apresentação da Equipe de Obras e Manutenção do Campus ARACÊ, com um destaque especial às fotos que mostravam o campus na condição “antes e depois”. A apresentação evidenciou a importância e a repercussão do trabalho voluntário, com abnegação cosmoética, extraindo os aprendizados durante a realização das atividades e registrando enquanto matéria prima de autopesquisa.
Outro ponto importante da AGO foi a escolha dos novos gestores para o Colegiado Gestor e o Conselho Fiscal da ARACÊ. Foram eleitos por maioria absoluta: Colegiado Gestor: Izabel Conceição, Laurita Nogueira, Marco Antônio Facury. Con
selho Fiscal: Antônio Berbegier, Emília Hartmann, Luís Marcelo Zanlucky.
Ficou definido que os Núcleos Institucionais atuarão no sistema de GTA – Grupo de Trabalho Autogerenciável, ampliando autonomia, horizontalidade e corresponsabilidade.
Visita técnica, projetos e Jubileu de Prata
A programação incluiu Visita Técnica ao Campus ARACÊ e debate sobre os projetos institucionais, com análise de prioridades e perspectivas futuras.
O evento celebrou o Jubileu de Prata da ARACÊ com bolo comemorativo e exibição de vídeo institucional, resgatando um pouco da trajetória construída ao longo de 25 anos de voluntariado e interassistência.
Um aspecto que chamou atenção foi o acolhimento visível nos ambientes, especialmente nos arranjos de flores elaborados artesanalmente por voluntários e os jardins com flores naturais. A delicadeza, o cuidado estético e o simbolismo das flores expressaram, de forma concreta, a energia de intercooperação, gratidão e vínculo grupal que permeou todo o encontro.
Avaliação dos voluntários no encerramento do evento
Ao final, os participantes compartilharam percepções sobre os aprendizados e avanços do encontro:
“Minha proéxis está vinculada à ARACÊ, à Cognópolis Pedra Azul. Quando olho para os traços força de cada um, percebo o vínculo que nos une” (Paulo Moreira).
“O campus está diferente. A energia está organizada. Estamos tendo a ousadia de aprender uns com os outros. Se a proéxis é grupal, cada um tem uma pérola para contribuir. Foi um dos melhores EVOLUAs de que já participei. Não temos antagonismos, temos união de esforços” (Tânia Moreira).
“Subimos um grau evolutivo ao assumir responsabilidades e não deixar ‘ao vento’. Não há necessidade de um coordenador, mas sim de trabalhar em equipe” (Sônia Romanelli).
“Na primeira atividade do evento me senti energizado, depois isso se ampliou. Consegui me integrar e dar opinião em todos os grupos. A sustentação do Campus ARACÊ é de todos” (Alair Nascimento).
“Foi meu primeiro EVOLUA. Senti dinamismo e tive percepções muito boas. Nesta última noite dormi de forma mai
s leve. Sinto confiança em vocês” (Mariano Souza).
“Estou saindo com maior senso de responsabilidade e desejo de auxiliar todos os setores, começando por fazer bem feito em um deles” (Rosemere Marim).
“Agradeço por conseguir fazer parte deste grupo” (Terezinha Zuboski).
“Gostaria de agradecer aos amparadores extrafísicos e a todos por este momento que passamos juntos” (Gené Antunes).
“Divergir não é hostilizar. A intenção é sair do ego e fazer o que é melhor para mais pessoas. Estamos indo bem” (Marcelo Rouanet).
“O EVOLUA foi diferenciado, com leveza. Precisamos de posicionamento e permitir que cada um utilize seu trafor. É pensar um no outro” (Ana Seno).
“Um clima muito harmônico. Conseguimos discordar sem precisar de unanimidade; alcançamos consentimento” (Andrea Santos).
“Estamos mais preparados para tomar decisões e fazer diferente. Fizemos mudanças sérias neste evento; agora é ter coragem para sustentar. Saio feliz” (Luís Marcelo Zanlucky).
“Busco autonomia, sem vitimismo. É o meu primeiro EVOLUA e percebi o quanto a responsabilidade é de cada um. Encontrei o local onde era para eu estar” (Cíntia Braga).
“Estou aqui para contribuir e aprender, não para agradar, mas para somar” (Vinícius Rodrigues).
“Leveza, sem cobrança e sem competição. Fizemos mudanças importantes no estatuto e conseguimos nos acertar”
(Emília Hartmann).
“Estamos saindo cheios de tarefas a realizar. O novo causa desconforto, mas faz parte do aprendizado da grupalidade. Vamos trabalhar na horizontalidade, um dando suporte ao outro. Foi muito produtivo” (Laurita Nogueira).
“Houve amadurecimento coletivo. O grupo não sucumbiu aos momentos críticos; houve evolução grupal. Sou grata pelo laboratório de vivências” (Izabel Conceição).
O 18º EVOLUA reafirmou o compromisso da ARACÊ com a qualificação contínua do voluntariado, a gestão lúcida, a
horizontalidade madura e a construção de uma grupalidade cosmoética, técnica e cada vez mais integrada. O próximo Encontro de Voluntariado já está agendado para fevereiro de 2027.
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